29 de jun de 2012

Brasil é o país que possui maior concentração de corante possivelmente cancerígeno na Coca-Cola, diz estudo

Substância é encontrada no corante caramelo, usado na bebida.


A Coca-Cola comercializada no Brasil contém a maior concentração do 4-metil-imidazol (4-MI), subproduto presente no corante Caramelo IV, substância classificada como possivelmente cancerígena. O resultado é de um teste do Centro para Ciência de Interesse Público (CSPI, na sigla em inglês), divulgado no dia 26/07, em Washington D.C., EUA. 

A quantidade encontrada nas latinhas brasileiras está abaixo do limite determinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas é a mais elevada entre os países analisados. O Quênia ficou em segundo lugar, com 177 mcg de 4-MI por 355 ml, seguido por Canadá (160 mcg), Emirados Árabes Unidos (155 mcg), México (147 mcg), Reino Unido (145 mcg), Estados Unidos (144 mcg), Japão (72 mcg) e China (56 mcg).

Um estudo feito pelo Programa Nacional de Toxicologia do Governo dos Estados Unidos já havia apontado efeitos carcinogênicos do 4-MI em ratos, e fez com que a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês), vinculada à Organização Mundial da Saúde, incluísse o 4-MI na lista de substâncias possivelmente cancerígenas.

Em março, o CSPI fez o mesmo alerta para a substância em latinhas de refrigerante encontradas na Califórnia. Depois disso, a Coca-cola alterou sua fórmula e a taxa de 4-Mi local caiu para 4 mcg por 355 ml. O governo da Califórnia estipulou a necessidade de uma advertência nos alimentos que contiverem mais que 29 mcg da substância. Além dessa quantidade diária, o risco de câncer seria maior do que 1 caso em 100 mil pessoas. 

No mesmo mês, após a divulgação dos resultados, a Revista do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) publicou um levantamento de refrigerantes e energéticos que possuem o corante Caramelo IV em sua fórmula. Diante dos estudos que apontaram para o perigo desse aditivo, o instituto questionou se as empresas parariam de utilizá-lo e encaminhou carta à Anvisa questionando-a sobre a periculosidade do Caramelo IV e sua associação com o câncer.

Apesar de, no Brasil, o refrigerante possuir uma dose nove vezes superior ao limite diário de 4-MI estabelecido pelo governo da Califórnia, a  Coca-Cola do Brasil  informou que não vai alterar sua fórmula mundialmente conhecida. "Mudanças no processo de fabricação de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, não tem potencial para modificar a cor ou o sabor da bebida. Ao longo dos anos já implementamos outras mudanças no processo de fabricação de ingredientes, no entanto, sem alterar nossa fórmula secreta", informou a empresa, via nota.

Para o Idec, o levantamento constatou que a regulação brasileira sobre o tema é falha e que os fabricantes de refrigerantes e bebidas energéticas não estão dispostos a informar ao consumidor a quantidade da substância tóxica em seus produtos.

“Acreditamos que uma postura preventiva deve ser adotada, já que é a saúde dos consumidores que está em jogo”, ressalta, Mariana Ferraz, advogada e responsável pelo levantamento do Idec. Por essas razões, o instituto provocará as autoridades brasileiras para que revejam a legislação atual e prevejam medidas para reduzir os riscos do consumidor. Os limites atuais para a quantidade de Caramelo IV nos alimentos, estabelecidos pelo Comitê Conjunto FAO/OMS de Especialistas em Aditivos Alimentares (JECFA, na sigla em inglês), são baseados em estudos da década de 1980. Além disso, aqueles estudos foram gerados pela Associação Internacional de Informação Técnica do Caramelo (ITCA, na sigla em inglês).

Com a divulgação desses novos dados, há a expectativa de que os limites e a legislação atuais, tanto internacional como nacional, sejam alterados.

Toxicologista explica efeito
Em março, o toxicologista Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (Ceatox), explicou ao G1 que a substância se mostrou tóxica para ratos e camundongos na concentração de 360 mg/kg, que é pouco menos que o dobro do limite legal no Brasil.

O especialista explicou que o órgão mais exposto ao câncer nesses animais foi o pulmão. O fígado também ficou sujeito a diversas alterações, incluindo câncer. Além disso, foram registradas mudanças neurológicas, como convulsões e excitabilidade.

Fontes:
Redenutri - Rede de Nutrição do Sistema Único de Saúde
G1

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Câmara dos Deputados debaterá projeto de lei que proíbe publicidade de alimentos para crianças

Audiência pública será realizada na próxima terça



A Câmara dos Deputados vai debater no dia 3 de julho, em uma audiência pública, um projeto de lei que proíbe publicidade destinada à venda de produtos infantis: o PL 5921/01. O projeto é do deputado licenciado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR).

Para a Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap), a proteção da criança deve ser objeto de um debate global permanente, sendo principalmente de responsabilidade familiar e das instituições de ensino. O órgão julga que a decisão de compra de um produto cabe aos pais, e não se pode contextualizar a publicidade como uma vilã.

Já para o Instituto Alana, a propaganda, quando voltada para o público infantil, transforma as crianças em promotoras de venda. Segundo a organização, crianças de até 12 anos não teriam capacidade de identificar o "poder de convencimento" apresentado em uma propaganda.

O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, em todas as suas instâncias, comissões e grupos de trabalho, delibera em favor da regulação da publicidade de alimentos que afeta crianças.
A Conferência Nacional de Segurança Alimentar Nutricional, realizada em novembro de 2011, não apenas pediu a regulação desse tipo de propaganda, como também manifestou apoio à resolução 24 da Anvisa, que propunha a regulação dessa atividade - a resolução, porém, está suspensa por liminar obtida na Justiça pela indústria de alimentos.

A regulação da publicidade de alimentos faz parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis no Brasil 2011-2022, assim como da nova Política Nacional de Alimentação e Nutrição a ser implementada pelo Estado brasileiro.

Fonte: Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

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Chile aprova lei que proíbe publicidade de alimentos não saudáveis para menores de 14 anos

Um conjunto de leis que trata da venda e publicidade de alimentos foi votado pela Câmara de Deputados do Chile no início de maio e aprovado por unanimidade. A lei já havia sido aprovada pelo Congresso em 2011, mas, após sua primeira votação, voltou ao parlamento com alguns vetos e observações sugeridos pelo Poder Executivo chileno. Com essa segunda aprovação no parlamento, a lei espera agora a sanção do presidente.

Proposta pelo Senado em 2007, a lei trata de forma abrangente da questão da obesidade, regulando desde a publicidade, a rotulagem e a venda em escolas de alimentos não saudáveis, até pedindo mais aulas de educação física e de ações de promoção de um estilo de vida saudável. Após sua homologação, ela deve entrar em vigência a partir do ano que vem.

Entre os principais pontos da legislação está a proibição de todo tipo de publicidade de alimentos definidos como não saudáveis pelo Ministério da Saúde dirigida a menores de 14 anos. Para os efeitos da lei, é publicidade toda forma de promoção, comunicação, recomendação, propaganda, informação ou ação destinada a promover o consumo de determinado produto.

Esses alimentos também não poderão ser promovidos utilizando atrativos comerciais não relacionados com a publicidade própria do produto, quando direcionada a menores de 14 anos. Nesse caso, o uso de brinquedos e acessórios vendidos junto com os alimentos não podem mais ser utilizados. Dentro das escolas, esses alimentos também não poderão ser comercializados ou terem publicidade.

Na questão da rotulagem, o presidente do Senado, Guido Gerardi, já havia ressaltado a impossibilidade de os consumidores entenderem os rótulos dos alimentos e a necessidade de uma regulação. Assim, um dos objetivos da lei é garantir que as embalagens dos alimentos tragam dados de sua composição de forma compreensível, de modo que a população possa tomar decisões conscientes sobre sua alimentação. Além disso, os alimentos que apresentem em sua composição nutricional elevadas quantidades de calorias, gorduras, açúcares, ou sal, entre outros, deverão ser rotulados como “alta quantidade de calorias”, “alta quantidade de sal” etc.

Com essa aprovação, o Chile toma uma medida efetiva na busca pelo controle da obesidade no país e das doenças crônicas não transmíssiveis decorrentes de um estilo de vida não saudável, em consonância com as diretrizes propostas pela Organização Mundial da Saúde para lidar com a questão. O Chile passa estar alinhado a outros, como França e Inglaterra, que já possuem alguns limites a publicidade de alimentos não saudáveis.

Fonte: Instituto Alana

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25 de jun de 2012

Água é tema da conferência Rio+20

Os documentos preparatórios para discussões de lideranças mundiais, publicadas no site da conferência Rio+20 apresentam a água como essencial à vida do planeta.

Os textos, e alguns são relatórios de discussões anteriores, problematizam a água. O valor se reverte em muitos sentidos: como essencial às vidas dos seres vivos, na discussão de quantidade e qualidade, na agricultura, como recursos hídricos, nos rios e mares, nas usinas hidroelétricas...

A multiplicidade de olhares sobre a temática se vincula ao valor da água limpa como alimento para pessoas, animais e plantas e tantos outros viventes da terra, rios e mares. Os problemas de água suja, contaminada, e ainda utilizada em comunidades através do mundo, trazem em um dos relatórios uma afirmação ou denúncia: “Centenas de milhões não tem acesso à água limpa”.

Em consonância com a preocupação mundial o INAD traz em várias de suas ações a água como tema subjacente, e aqui estão algumas sugestões para as redes de saúde e educação:

O livreto “Água – alimento essencial à vida”, produzido pela Coordenação de Projetos Educativos do Inad, inicialmente dedicado à comunidade escolar apresenta o tema sob diferentes ângulos e traz sugestões de práticas para atuação em grupos. Acesse aqui ou na seção Publicações.

Água como saúde, como hidratação é tema de duas matérias deste blog, a que coloca a necessidade de hidratação no carnaval e as recomendações para as pessoas acometidas de dengue.

Dengue: dicas de hidratação e alimentação

Samba, suor e água...

A água nossa de cada dia em informativos sobre controle de qualidade de alimentos da Coordenação de Controle de Qualidade de Alimentos do INAD no informativo nº1/2012. Acesse aqui ou na seção Publicações.

Veja aqui a Declaração Final da Rio+20.
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A horta que planta o futuro: um ensaio sobre o espaço de vivências do Instituto de Nutrição Annes Dias


Ao chegar ao Instituto de Nutrição Annes Dias a surpresa, uma horta! Os transeuntes e visitantes ficam curiosos porque o ambiente é urbano, com vista de prédios altos, de carros que vem e vão, e a cidade cosmopolita é o Rio de Janeiro. As surpresas não ficam por aqui. Essa é uma horta agroecológica, plantada por pessoas e que cultiva plantas, pessoas, felicidades e até bons hábitos, é uma horta terapia.

Norma, nutricionista, fala com voz calma sobre o que viu, observou e acompanha naquele espaço de vida desde 2006. As pessoas, a quem ajuda a cultivar plantas, sentimentos e sustentabilidade, são cuidadas no hospital Phillipe Pinel. A proposta está no contexto da reforma psiquiátrica em que oficinas terapêuticas são oferecidas às pessoas em tratamento, de acordo com suas escolhas, seus desejos e na medida das possibilidades locais. Ocupar mentes e mãos na reconstrução do relacionamento do interior com o meio externo, promover a convivência e integração ao grupo, aprender e experimentar uma atividade, resolver questões cotidianas com criatividade e com serenidade são ganhos planejados e se integram ao tratamento que a pessoa vem recebendo. Há dificuldades como a não remuneração pelo trabalho, muitos reivindicam um salário ou uma ajuda.

O cotidiano vai revelando aprendizagens, modos de fazer e sentir. O estigma da doença mental que favorece a baixa autoestima pode ser transformado com o orgulho da beleza dos canteiros, com o elogio de outros. Observar, aprender e ensinar, ter compromisso com o trabalho, perceber que a vida da planta depende de seus cuidados pode ajudar a se ver pelo lado positivo e a dar um novo sentido à vida.

Revolver a terra é ter momentos de prazer e de calma, muitos relembraram suas histórias, fazem retrospecto da sua infância. Acompanhar o crescimento no dia a dia, observar, perceber necessidades de cada planta, expondo diferenças como a de mais sol para algumas, de menos água para outras, e até a da hora mais adequada para a poda são experiências e aprendizagens. Plantas não são iguais. As ornamentais, as medicinais encontram também espaço. Do convívio múltiplo, todos se sentem beneficiados e tudo fica bonito. E daí parte uma reflexão, a da diversidade. Diversidade que é um valor. A analogia do viver em sociedade é percebida por alguns integrantes do grupo, embora todos sejam pessoas as necessidades nem sempre são as mesmas.

A sociabilidade do grupo propicia o diálogo mais fácil, e assim percebe-se a melhora dos participantes para ouvirem outras pessoas e falar sobre suas experiências, apresentar o resultado de seu trabalho, passar conhecimentos. O relato de um deles que suava para falar com as pessoas e que agora já aprendeu a mostrar o fruto de seu trabalho com mais tranquilidade é um exemplo de como se dedicar a um ofício desta natureza pode modificar vidas.

Vida e morte se complementam e na horta os sentimentos alegres e tristes se misturam como no cotidiano da vida. A observação do desenvolvimento das plantas, do seu crescimento e até da sua morte, às vezes prematura, refaz caminhos de desejos internos, de ganhos e perdas. Mas traz também ansiedade, frustração e a determinação de plantar de novo, o renascer de cada dia. E assim, a paciência vai sendo burilada. Folhas que caem da árvore e galhos, plantinhas que não vingam se transformam em adubos naturais, nada que tenha produto químico é utilizado. Cascas de frutas também não, porque atraem animais, por exemplo, os gambás que vivem na região. O processo de compostagem dura três meses, e estimulam a espera e a paciência. O composto vai ser alimento para as plantas, às vezes até para a própria do qual um pedaço se desprendeu. São nutrientes e mostram que a vida se transforma e se reconstrói. Outro ensinamento é a valorização da terra, com suas minhocas, micróbios, bichinhos diferentes e até da utilidade daquela planta que nasceu ali, um matinho, que só deve ser arrancada sob critérios.

O lixo é separado, e vai para o lixo o que não pode ser reaproveitado. Os canteiros contornados por garrafas pet, enterradas com tampas para baixo, trazem mais uma surpresa. Elas são resgatadas do que é jogado do morro, onde existe uma pracinha. Lixo reaproveitado. O material também compõe os jarrinhos da horta vertical. Uma beleza de ver!

A prevenção de dengue é lembrada, e se faz no dia a dia monitorando objetos no chão e não permitindo acúmulo de água e poças d’água. Além disso, um mural afixado orienta quanto aos cuidados a serem tomados para o mosquito não proliferar.

A horta depende de uma técnica que se aprende e se vai aperfeiçoando, mas principalmente adaptada à realidade local. Lembrar sempre que não se utiliza produtos para eliminar pragas, é tudo manual ou com controle biológico, plantas que se misturam para proteção, mesmo considerando a poluição da cidade, com o trânsito de veículos muito perto. Os cuidados com as ferramentas, aprender a usar de forma correta, manter o ambiente arrumado pode ajudar a (re)aprender a cuidar de si próprio, de sua aparência... As aprendizagens podem caminhar em outro sentido como o de cultivar uma horta em casa, nos locais de trabalho, e desse modo difundir novos hábitos como o de consumir alimentos orgânicos, sem agrotóxicos, com seu aproveitamento integral. E traz uma perspectiva para alguns, o reingresso ao trabalho, do qual está afastado.

Escutar que há modos corretos de se cultivar nem sempre leva a aceitação. Os participantes tem liberdade para transgredir, e experimentar o seu modo de fazer. Os resultados são às vezes bons e outros com erros, o que traz aprendizagem. Desse modo, são estimuladas a observação, a criatividade e a humildade para aprender.

A horta pode ser vista como meio de conhecimento da natureza e de si próprio. E nada melhor que associar essas pequenas atitudes regidas pela solidariedade à perspectiva de um mundo mais ecológico e mais feliz.

De tudo que foi dito desse espaço catalizador de emoções e de conhecimentos ficam alguns conceitos. É uma horta de relações, de cuidados com a planta e com si mesmo. É uma mudança até de alimentação, plantar experimentar coisas diferentes e orgânicas. Concentração, paciência e cuidado diário são requisitos essenciais.

Ao mesmo tempo em que é aprendizado de sociabilidade - a pessoa tem que responder às questões, com rapidez de raciocínio – traz momentos prazerosos, de relaxamento e de calma.


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A contribuição da culinária para a saúde das pessoas e do planeta

Culinária como prática pedagógica que revela modos de fazer, escolhas e cultura


Culinária é a arte cotidiana da mistura de ingredientes, de sabores e saberes. Com essa concepção as vivências e oficinas culinárias ocupam um lugar central na prática da coordenação de atenção básica do INAD. As preparações valorizam a cultura, respeitam os hábitos alimentares e o meio ambiente. Elas são oferecidas em cursos, encontros com profissionais e comunidade e concretizam o conceito de alimentação saudável no contexto da segurança alimentar e nutricional que considera comer um direito constitucional. 

A alimentação para ser saudável e adequada deve ser acessível; segura nos aspectos sanitários e ambientais; equilibrada pela variedade de alimentos, de preferência frescos; prazerosa, colorida e atraente. Nos encontros afloram os valores como o de preparar comidas e o de degustar socialmente. O uso de produtos industrializados é minimizado, o que também contribui para a saúde das pessoas e do planeta pela redução do consumo de embalagens como latas, garrafas de plástico e caixas. 


Culinária, Saúde e Prazer – Dicas de culinária

15 de jun de 2012

Uso de agrotóxicos pode alterar comportamento de gerações futuras

O contato com elementos ambientais tóxicos pode influir na resposta de futuras gerações ao estresse e causar desordens de conduta, segundo um estudo realizado nos Estados Unidos com ratos.

O estudo, realizado por pesquisadores das universidades de Washington e do Texas, comprovou que apenas uma exposição de fêmeas que esperavam filhotes a um fungicida utilizado em frutas e verduras, a vinclozolina, tinha consequências sobre a conduta da terceira geração de seus descendentes, apesar deles terem sido criados livres do agrotóxico.

Segundo os resultados do estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, estes roedores se mostraram mais sensíveis às situações de estresse e experimentaram uma maior ansiedade do que os descendentes de ratos que não tiveram contato com o fungicida.

"Estamos atualmente na terceira geração humana desde o começo da revolução química, desde que os humanos ficaram expostos a estes tipos de toxinas", afirmou um dos autores da pesquisa, David Crews.

Até o momento, não se sabia que a resposta ao estresse pudesse depender dos fatores ambientais dos antepassados. Mas os mesmos pesquisadores já tinham demonstrado anteriormente que a vinclozolina podia afetar os genes.

Segundo o estudo, a socialização do indivíduo e os níveis de ansiedade com os quais ele reage perante ao estresse são condicionados não só pelos eventos de sua vida mas também pela herança ancestral epigenética (mudanças genéticas causadas por fatores externos ao organismo).

"Não há dúvida de que assistimos a um aumento real de problemas mentais como o autismo e o transtorno bipolar", declarou Crews, que opinou que isto não se deve apenas a vivermos num mundo mais frenético, mas também pelo efeito dos fatores ambientais.

Em seu estudo, os investigadores também observaram que os ratos cujos antepassados estiveram expostos à vinclozolina eram maiores e tinham níveis de testosterona mais altos.

Fonte: Yahoo! Notícias

BH sanciona lei que impede venda casada de alimentos com brinquedos

Já está em vigor a lei que impede a venda casada de alimentos com brinquedos em Belo Horizonte, já vedada pelo Código de Defesa do Consumidor. O Projeto de Lei 1962/11, da vereadora Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB), foi sancionado pelo prefeito Marcio Lacerda, conforme publicado no Diário Oficial do Município da quarta-feira 13. A medida vai atingir não somente as redes de fast food, mas também os fabricantes de ovos de páscoa.

De acordo com a legislação, todas as empresas que comercializam lanches acompanhados de brindes ou brinquedos terão que manter placas informativas, avisando que naquele estabelecimento esses brindes ou brinquedos podem ser vendidos separadamente. O estabelecimento que descumprir a lei pagará multa de mil a três mil reais, dobrando esses valores em caso de reincidência. "As empresas existentes no Município de Belo Horizonte que comercializam lanches acompanhados de brindes ou brinquedos de qualquer tipo manterão, em frente ao caixa ou local onde é realizada a venda, placas informativas, com letras bem visíveis para o público, contendo a informação de que, naquele estabelecimento, os brindes ou brinquedos podem ser vendidos separadamente dos lanches", conforme o artigo 1º da lei.

O modelo se popularizou principalmente nas grandes capitais e algumas crianças chegam a ter coleções dos brindes que levam para casa. O lanche atrativo traz personagens dos desenhos animados e também do cinema. Para vender brinquedos as lanchonetes terão de criar espaço específico com o preço claro e bem exposto ao consumidor.

Fonte: Estado de Minas

14 de jun de 2012

OPAS divulga diretrizes sobre publicidade de alimentos para crianças


A OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) lançou durante o World Nutrition Rio2012, um documento com as recomendações da consulta de especialistas sobre a promoção e a publicidade de alimentos e bebidas não alcoólicas para crianças nas Américas.

A reunião foi realizada na sede da OPAS em Washington, em maio de 2011, para definir as novas recomendações sobre o tema. O Brasil foi representado por integrantes da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e do Instituto Alana. Especialistas, autoridades e organizações do México, dos Estados Unidos, do Canadá, do Peru, do Chile e da Argentina também participaram da elaboração do documento.

A primeira das 13 principais recomendações do documento estabelece que o Ministério da Saúde, por meio de seus aparelhos institucionais, deve assumir a liderança no processo de regulação da promoção e da publicidade de alimentos. O ponto fortalece a Resolução nº 24 da Anvisa, de 2010, que determina que a publicidade de alimentos com alto teor de sódio, gorduras e açúcar seja acompanhada de alertas para possíveis riscos à saúde no caso de consumo excessivo. Hoje a norma encontra-se suspensa por decisão da Justiça para empresas associadas a algumas entidades, como a ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos).

Participaram da mesa de lançamento Janine Coutinho, da OPAS/Brasil, Corinna Hawkes, consultora da OMS e da OPAS, Enrique Jacoby, consultor regional da OPAS, e Isabella Henriques, diretora do Instituto Alana. A plateia reuniu cerca de 90 pessoas e o debate despertou uma série de questões relevantes sobre a necessidade de se regular a publicidade de alimentos voltada ao público infantil.

O tema também foi ressaltado na plenária de encerramento do World Nutrition, quando Philip James, professor da London School of Hygiene and Tropical Medicine (Inglaterra), parabenizou a iniciativa da OPAS, dizendo que o documento traz recomendações importantes e um verdadeiro passo a passo para o enfrentamento a obesidade infantil nas Américas. E ainda sublinhou que o Brasil não deve subestimar seu potencial como um ator importante na construção de políticas públicas na área de saúde.

Conheça as 13 principais diretrizes sugeridas pela OPAS:
1. Desenvolver uma política acerca da promoção e da publicidade de alimentos para crianças junto com o Ministério da Saúde ou com um departamento, agência ou instituto associado, assumindo a responsabilidade pelo processo.

2. Adotar como objetivo a política de reduzir a exposição infantil à promoção e à publicidade de alimentos com elevado teor de gordura, açúcar ou sal, com a meta de diminuir os riscos à saúde das crianças.

3. Iniciar o processo de implementação da política desenvolvendo e mantendo consenso dentro do governo sobre a necessidade da referida política.

4. Envolver outras partes interessadas para ampliar o conhecimento e conscientização do impacto adverso do marketing de alimentos sobre as crianças.

5. Reunir um grupo de trabalho de partes interessadas, liderado pelo governo, como a entidade responsável pelo desenvolvimento de políticas.

6. Solicitar que este grupo de trabalho defina o escopo das políticas em termos do significado de cada elemento da “promoção e da publicidade de alimentos para crianças”, definido pelo Grupo da Consulta de Especialistas nas Recomendações 7–10.

7. A definição de “promoção” deve abarcar todas as técnicas de marketing por meio de todos os canais de comunicação, inclusive mensagens divulgadas em escolas e outros locais frequentados pelas crianças.

8. A promoção e a publicidade “para” crianças devem ser definidas como aquelas direcionadas exclusivamente para crianças, com apelo especial para elas e, na mídia mensurada, aquelas dirigidas a adultos, mas assistidas por crianças.

9. A palavra “Crianças” deve ser definida como pessoas com menos de 16 anos de idade.

10. A palavra “Alimentos” deve ser definida de modo a incluir tanto alimentos que devem ser comercializados (alimentos que as crianças devem consumir mais em uma dieta saudável), como alimentos que devem ser banidos, segundo os critérios de nutrientes máximos aceitáveis, detalhados na presente recomendação.

11. Concretizar as ações acima mencionadas em um prazo de, no máximo, 18 meses.

12. Implementar a política por meio de disposições legais.

13. Designar um órgão para monitorar, utilizando um conjunto uniforme de indicadores, os efeitos e a eficácia das políticas sobre a exposição de crianças à promoção e à publicidade.

Fonte: Projeto Criança e Consumo

Veja a entrevista de Enrique Jacoby e Isabella Henriques no World Nutrition Rio2012

Educação Alimentar e Nutricional é tema de consulta pública do MDS

Desde o dia 5 de junho está aberta a consulta pública online sobre o “Marco de Referência da Educação Alimentar e Nutricional para as Políticas Públicas”. O objetivo é receber contribuições de diferentes atores sociais na construção de uma proposta sobre o tema. Os organizadores esperam a participação de toda a sociedade, em especial pesquisadores e trabalhadores da saúde, educação e desenvolvimento social que tenham interface com o tema.

A educação alimentar e nutricional é uma das principais estratégias para a promoção da alimentação adequada e saudável, de acordo com deliberações da 4ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

A consulta pública é realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), com apoio de vários parceiros. A iniciativa faz parte de ações que serão realizadas por um grupo de trabalho que possui representantes do governo e da sociedade civil.

Esse grupo possui representantes do MDS, Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), Coordenação de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Ministério da Educação; Associação Brasileira de Nutrição (Asbran); Conselho Federal de Nutrição (CFN); e Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutricional da Universidade de Brasília (Opsan/UnB).

O documento completo está disponível para apreciação e sugestões até o dia 30 de junho. As contribuições deverão ser encaminhadas exclusivamente pelo site da consulta pública. Após análise e consolidação das sugestões, o documento final deverá ser divulgado em agosto de 2012.

Fonte: MDS

11 de jun de 2012

Festa Junina Saudável


Antigamente, a festa junina caipira era diferente: um céu estrelado, uma fogueira, dança e milho assado. De tão boa deixa saudades...

Podemos resgatar a cultura utilizando alimentos gostosos como o milho verde assado ou cozido, batata-doce, água de coco, e mandioca.

As preparações saborosas e saudáveis continuam em alta. Canjica, bolo de fubá, arroz-doce, cuscuz de tapioca, bolo de aipim, caldo verde, sucos naturais e vinho quente são exemplos de pratos típicos da comemoração junina. São produtos com ingredientes da terra e que em tempo de Rio + 20 reafirmam o conceito de sustentabilidade como um valor. Valor que se enriquece com produtos orgânicos.

A decoração da festa pode trazer o novo, tudo reciclado. A garrafa PET como matéria-prima para decoração é uma idéia. São sugestões as tiras lembrando fogueira e flores coloridas. As bandeiras de jornal, de papel reciclado dão um colorido especial.

Clique aqui e veja as receitas.

5 de jun de 2012

O que você precisa saber sobre alimentação no cotidiano da atenção à saúde?

O Instituto de Nutrição Annes Dias, com diferentes parceiros, elaborou a coleção Dicas para sua alimentação no intuito de colaborar na atenção individual e coletiva. Condições prevalentes na população como hipertensão arterial e diabetes mellitus tipo 2, assim como o de colesterol e triglicerídeos contaram com a participação dos Programas de Hipertensão e de Diabetes da Subsecretaria de Atenção Primária, Vigilância e Promoção da Saúde.

Alimentação saudável mostra opções de como comer bem, combinando os grupos de alimentos. Escolha de alimentos de forma equilibrada, orientações sobre preparação e dicas para uma vida mais saudável são informações presentes no material. Acesse aqui.

Hipertensão Arterial prioriza o consumo consciente de sal e mostra opções de alimentos recomendados para uma vida melhor. Acesse aqui.

Diabetes Mellitus tipo 2 evidencia modos de controlar a doença , notadamente pela alimentação. Orienta sobre a necessidade de acompanhamento pela equipe de saúde e de hábitos saudáveis de vida. Acesse aqui.

Colesterol e Triglicerídeos define essas gorduras como necessárias ao organismo e traz recomendações para o o melhor uso das gorduras na alimentação saudável. Acesse aqui.

Livro do Programa de Alimentação Escolar: opções de receitas gostosas ecoloridas no dia a dia da escola


O que a criança come na escola? É comida gostosa? É saudável? Questões em torno da alimentação fazem parte das preocupações de mães e pais. Receitas do Programa de Alimentação Escolar do Rio de Janeiro, livro em fichas, procura responder essas perguntas formuladas pela família. Ele traz o modo de preparar alguns dos pratos oferecidos nas escolas municipais: preparações coloridas presentes no cotidiano da cozinha brasileira.

O cardápio oferecido na escola é variado, o feijão e arroz são valorizados e legumes, verduras e frutas sempre presentes.

O Instituto de Nutrição Annes Dias preparou esse material para mães e pais das crianças matriculadas nas escolas municipais, mas ele está disponível para pesquisa e cópia. Basta clicar aqui.